CONHEÇA UM POUCO DE RADIAÇÕES IONIZANTES

As radiações não ionizantes são de natureza eletromecânica, tendo exemplo as radiações derivadas das microondas, radiações infravermelhas e ultravioletas e raio laser.

As radiações de grandes comprimentos de onda, ou de baixas freqüências, do tipo ULF (freqüência ultrabaixa), LF (freqüência baixa), etc., VHF (freqüência muito alta), não apresentam problemas ocupacionais, entretanto, é recomendável não se expor, desnecessariamente, em locais onde existem geradores do tipo de radiofreqüência, especialmente se a potência for alta. Como medida preventiva recomenda-se sinalizar estes locais. As radiações de baixa freqüências são utilizadas em radionavegação, radiofaróis, radiofusão AM, rádio-amadorismo, diatermia médica, rádio astronomia, solda de rádio freqüência, secagem de tabaco e usos semelhantes.

Considera-se as seguintes definições:

  1. O espectro infravermelho está compreendido entre os comprimentos de onda de 770 e 2.800 nm (nanômetro);
  2. O espectro visível está compreendido entre os comprimentos de onda 380 e 770 nm;
  3. O espectro ultravioleta está compreendido entre os cumprimentos de onda de 50 a 380 nm.

Os efeitos das microondas dependem da freqüência (ou comprimento de onda) e da potência dos geradores, existindo, ainda, muitas dúvidas, entre os pesquisadores, em relação à real extensão dos seus efeitos nocivos. O efeito estudado é o aumento da temperatura do corpo, mas existem indicações de que os campos elétricos e magnéticos também podem ocasionar catarata nos olhos, queimaduras localizadas e danos à órgãos internos, pela facilidade com que as ondas penetram no organismo. Quanto maior a potência e o tempo de exposição, maiores as possibilidade de os expostos ficarem doentes e, em casos extremos, morrerem.

Em relação aos efeitos dos campos elétrico e magnético, as pesquisas mostram que, a longo prazo, podem ocorrer de pressão alta, seguida de hipotensão alterações dos sistema nervoso central, do cardiovascular e endócrino, distúrbios menstruais e outros. Estes sintomas devem ser avaliados pelos médicos durante os exames de admissão e periódicos.

A melhor forma de proteção é utilizar o equipamento de proteção individual, principalmente para os olhos, no caso de incidência das radiações ultravioletas e infravermelho e raio laser. Deve-se tomar alguns cuidados para evitar fugas de radiação no caso de equipamentos de microondas e chaves de fuga. No caso de infravermelho, deve-se revestir os fornos ou fornalhas que utilizem este sistema de aquecimento, com chapas metálicas polidas ou pintura com tinta de alumínio. É necessário observar o tempo de exposição dos trabalhadores expostos, o equipamento individual adequado, e fazer periodicamente exames médicos. O treinamento no uso nos equipamentos de segurança e o procedimento adequado no desempenho das tarefas, São medidas importantes para evitar exposições nocivas e acidentes.

No caso específico dos soldadores e seus ajudantes, deve ser consultado o Quadro 1 da NR 6 (EPI) que trata dos valores de transmitância para as diferentes tonalidades de lentes ou placas filtrantes às radiações visível (luz), ultravioleta e infravermelho, antes de definir a escolha da lente adequada dos óculos de proteção.

Embora existam equipamentos e normas técnicas da ACGIH que possibilitam avaliar a exposição às radiações não ionizantes, a Portaria 3.214/78, através da NR15 – Anexo 7, determina que a caracterização da insalubridade deve ser feita por avaliação qualitativa, através de laudo de inspeção do local de trabalho. Quando caracteriza a insalubridade, esta será de grau médio, cabendo ao trabalhador o adicional devido referente a 20% do salário mínimo legal.


 

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