|
TENOSSINOVITE
A sindrome do excesso de uso
Qualquer
pessoa que fizer esforços repetitivos está
sujeita a sofrer uma lesão muscular, dos tendões
e sua bainhas e nas articulações. O trabalhador
que passa o dia apertando parafusos, escrevendo à
máquina, digitando num terminal de vídeo,
tocando piano ou mesmo dançando, está sujeito
a ter uma lesão por esforço repetitivo (doença
conhecida por LER), que é a síndrome por
excesso de uso.
O diagnóstico da doença é difícil,
a cura mais ainda e o resultado é o comprometimento
da flexibilidade do órgão afetado, geralmente
de forma irreversível, acompanhado de muita dor.
Além do campo profissional, onde geralmente está
a origem do problema, também estão expostas
as crianças que brincam intensamente com video-game
ou em teclados de computadores. O problema é grave
e apesar da doença ser antiga - em chamada em séculos
passados de doença dos escribas - é ainda
pouco conhecida pelas vítimas em potencial.
Tendinite, tenossinovite, sinovite, todas são LER
em diferentes partes do corpo. A tenossinovite tem sido
mais falada por estar estreitamente atrelada à
datilografia e à digitação, por ser
mais freqüente e com um numero muito grande de trabalhadores
expostos a ela.
Independente do tipo de lesão por esforço
repetitivo, a ecografia está sendo um caminho importante
como diagnóstico. A procura de um médico
especialista no assunto e fundamental para quem tem a
doença, já que a cura é dificílima.
O ideal mesmo é prevenir, e isso é fácil
de ser feito. Alguns exercícios simples, individualmente
ou em grupo, acabam com os riscos. Como sempre, no campo
da saúde e da segurança do trabalho, a informação
e a conscientização são os melhores
equipamentos de proteção do trabalhador.
No final de setembro, na capital gaúcha, foi realizado
o Simpósio sobre Lesões por Esforços
Repetitivos (LER), numa promoção do Departamento
de Medicina do Trabalho da Associação Médica
do Rio Grande do Sul e Associação Nacional
de Medicina do Trabalho quando vários especialistas
abordaram o tema.
|