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RADIAÇÕES IONIZANTES
É
preciso dar condições de trabalho seguro
e conscientizar
os radiologistas e técnicos
A proteção radiológica em radiologia
diagnóstica visa, fundamentalmente: fornecer condições
de trabalho seguro aos radiologistas e técnicos
de raios-X; conscientizar os radiologistas e técnicos
da necessidade de utilizar técnicas radiográficas
que permitam uma redução de dose de radiação
nos pacientes e indivíduos do público e
impedir, através de atenuadores, o escape de radiação
para as vizinhanças do setor de radiologia.
Os aparelhos de raios-X de um serviço radiológico
devem ser, sempre que possível, instalados em uma
mesma área. As salas devem ter dimensões
compatíveis aos usos dos equipamentos, à
movimentação da equipe e dos pacientes.
O painel de controle do aparelho de raios-X deve estar
situado em uma posição de onde seja possível
ver e falar com o paciente. As portas das salas de raios-X
devem ser sinalizadas de modo a evitar a entrada inadvertida
de pessoas com conseqüente exposição
desnecessária.
O técnico que opera o equipamento de raios-X deve
usar, no mínimo, um monitor individual de radiação,
ocupar sempre posições de onde possa ver
e falar com o paciente, e estar devidamente protegido
das radiações, seja através de uma
barreira fixa, seja pelo uso de Equipamentos de Proteção
Individual (EPI).
Quanto à proteção do paciente, o
nível de exposição às radiações
depende de muitos fatores físicos e técnicos.
Entre os fatores que conduzem a uma redução
da exposição se incluem a eliminação
da radiação que não contribui para
a formação de imagem útil e a seleção
correta do sistema de detecção,
processamento e avaliação da imagem. Sempre
que não causem interferência no diagnóstico
desejado, protetores de gônadas devem ser colocados
nos pacientes quando da realização de exames
em que as gônadas fiquem dentro ou nas proximidades
do feixe útil de radiação. Este procedimento
é ainda mais importante em se tratando de crianças.
Em pacientes do sexo feminino, deve-se indagar de imediato
da possibilidade da paciente estar grávida. Em
caso positivo, sempre que possível, o exame deve
ser adiado, caso seja impossível, os cuidados devem
ser redobrados.
Assessórios - Quanto à proteção
do acompanhante, em situações normais, nenhuma
pessoa deve permanecer na sala durante exames radiológicos.
Deve-se usar sempre que possível acessórios
adequados à imobilização do paciente.
Caso seja inevitável que alguém segure o
paciente, devem ser fornecidos a esta pessoa, todos os
Equipamentos de Proteção Individual necessários.
Os Equipamentos de Proteção Radiológica
destinam-se à proteção de trabalhadores,
pacientes e indivíduos do público, em todas
as ocasiões em que estes estiverem expostos às
radiações ionizantes, desde que seu uso
não influencie os resultados do procedimento. Esses
equipamentos podem ser
classificados em Equipamentos de Proteção
Individual (EPIs) e quipamentos de Proteção
Coletiva (EPCs).
Os EPIs são de vários tipos e modelos, dependendo
da finalidade a que se destinam, tais como: aventais,
saias, coletes, protetores de tiróide, óculos,
luvas, protetores de gônadas, etc.
As vestimentas
de proteção contra raios-X servem para:
a) manter a exposição abaixo do máximo
permissível em locais onde a radiação
dispersa ultrapassa o limite tolerado para serviços
sem vestes de proteção;
b) diminuição da radiação
secundária incidente sobre a pessoa profissionalmente
exposta, ainda que não sejam ultrapassados os limites
da exposição máxima permissível;
c) proteção adicional para órgãos
especialmente sensíveis das pessoas profissionalmente
expostas,
d) proteção adicional do paciente contra
radiação secundária nas partes do
organismo, fora da área do feixe útil.
Dentre os tipos de Equipamento de Proteção
Individual para os Serviços de Radiodiagnóstico,
podemos citar:
- aventais de proteção tipo leve,
- sobretudo de proteção tipo leve,
- aventais de proteção pesados,
- saias de proteção,
- aventais pequenos,
- protetores abdominais para pacientes,
- luvas de proteção tipo leve,
- luvas de proteção tipo pesadas,
- mangas,
- proteção para membros inferiores,
- protetor de gônadas para pacientes masculinos,
- assentos móveis com espaldar,
- anteparos móveis de proteção,
- óculos plumbíferos e
- protetores de tireóide.
Modelos - Os aventais são confeccionados com equivalências
em chumbo de 0,25 mm Pb ou 0,50 mm Pb. Normalmente esse
tipo de EPI possui um comprimento de 100 cm, protegendo,
dessa forma, a parte
frontal do corpo, desde o tórax até a altura
dos joelhos, possuindo uma parte enriquecida em chumbo,
a qual protege a parte posterior do corpo, mais especificamente
os pulmões. Existem outros modelos de aventais,
que garantem proteção na parte frontal e
posterior do corpo, mas não são muito utilizados,
pois nos casos em que se necessita deste tipo de proteção,
em geral opta-se pelo uso de saias e coletes.
A saia e o colete são utilizados para protegerem
a parte frontal e posterior do corpo sendo utilizados,
principalmente, por enfermeiras e auxiliares que atuam
em procedimentos cirúrgicos, pois as mesmas, diferentemente
dos médicos e instrumentadoras, movimentam-se durante
o procedimento, estando muitas vezes de costas para o
tubo de raios-X que está sendo acionado. A vantagem
desses dois EPIs, com relação aos aventais
que fornecem este tipo de proteção, é
que a saia e o colete podem ser utilizados separadamente
e além disso, dividem o peso do EPI entre os ombros
e a cintura. Salienta-se também o fato de que tanto
a saia quanto o colete podem ser confecccionados com mesma
equivalência em chumbo do que os aventais.
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